O rock na Urêia traz pra vocês uma grande banda do Rock Progressivo, o nome escolhido? Nada mais simples do que YES, mas de simples essa banda tem só o nome, pois como é de característica dos integrantes da banda o virtuosismo e o clima cósmico oferecido juntamente com melodias complexas e cheias de variações torna o Yes uma banda de nível muito elevado, tanto criativamente como tecnicamente.
A banda se formou no ano de 1968 em Londres e mostrava a sua influência musical com pitada de folk, música clássica e o dinamismo do jazz. A formação inicial do Yes tinha Jon Anderson (voz), Chris Squire (voz, Baixo), Peter Banks (guitarra), Bill Bruford (bateria) e Tony Kaye (teclado). Umas das várias marcas registradas da banda são os belos vocais do Jon Anderson juntamente com o apoio do baixista Chris Squire, a complexidade dos arranjos desenvolvida por Squire também chama a atenção. O primeiro álbum, intitulado apenas como YES, foi lançado em 1969 seguindo a onda da época que era o psicodelismo, porém apresentando alguns elementos do que viria pela frente. Seu segundo trabalho foi o Time and a Word de 1970, mais sofisticado e mais característico usando outros elementos, como orquestrações, por exemplo.
No terceiro album The Yes Álbum de 1971 junto com ele o guitarrista Steve Howe vem junto, virtuosíssimo, trazendo mais momentos de complexidade extrema, com maior peso na guitarra e no baixo, e grandes passagens de bateria. O Yes já tinha certa notoriedade e faz sua primeira turnê norte-americana (abrindo para o Jethro Tull). O seu tlecadista deixa a banda nesse momento e entra em cena uma lenda, Rick Wakeman, tecladista fora do comum com sua forte presença de palco e seus “brinquedos”. Essa formação, Anderson, Bruford, Howe, Squire e Wakeman é considerada a melhor e mais marcante, embora tenha durado cerca de um ano, que produziram o que para muitos são os dois melhores álbuns do Yes - Fragile e Close to the Edge.
Logo em seguida sai outro clássico batizado como Fragile momento da banda que se firma mais no progressivo, recheado de clássicos, como "Roundabout" e "Heart of the Sunrise", além do fato de que das 9 faixas, 5 são desempenhos individuais de cada um dos membros! A mais marcante delas é "The Fish" de Chris Squire, onde todos os riffs, seção rítmica e sons de fundo são de diferentes distorções do baixo.
Close to the Edge chega e logo é aclamado, com apenas três longas faixas e um Rick Wakeman tocando seus teclados de forma impressionante. A turnê de 1973 é registrada no triplo vinil Yessongs e por mais uma mudança no line up com a entrada de Alan White ocupando o lugar de Bill Bruford. Depois de Tales from Topographic Oceans (de 1974, um álbum duplo com 4 músicas - 1 por lado do vinil) foi a vez de Rick Wakeman deixar a banda, dando lugar a Patrick Moraz. Relayer de 1975 é gravado, com um som mais voltado pro jazz. Mais um clássico!
Wakeman volta em Going for the One (1977) e Tormato (1978). Drama (1980) é o único disco do Yes sem Jon Anderson nos vocais sendo substituído por Trevor Horn (vocal e guitarra) e Wakeman por Geoff Downes (tecladista) e ambos ex-Buggles ("Video killed the radio star"). O resultado final foi fraquíssimo, e a banda se desfaz.
O Yes volta ao auge em 1983 com seu álbum 90125 e seu grande hit "Owner of a Lonely Heart", com Jon Anderson e Tony Kaye de volta, e o guitarrista sul-africano Trevor Rabin. O Yes revivido lançou álbuns relativamente bem sucedidos nos anos 80 e 90 (sempre com mudanças na formação): Big Generator (1987), ABWH (1989), Union (1991), Talk (1994), mas nenhum desses chega perto do som genial dos anos 70.
Em 1996 o velho Yes está de volta com sua formação mais clássica com Rick Wakeman e Steve Howe de volta a banda. A banda lança um disco ao vivo chamado Keys to Ascension, CD duplo ao vivo, com os velhos clássicos do Yes seguido por Keys to Ascension II, trazendo mais clássicos ao vivo da banda. Em novembro do mesmo ano sai o "Open Your Eyes", trazendo um Yes tentando recriar um pouco da atmosfera da época do "Big Generator", e contando com Jon Anderson nos vocais, Steve Howe nas guitarras em geral, Chris Squire no baixo e Alan White na bateria, juntamente com Steve Porcaro, Igor Khoroshev e Billy Sherwood nos teclados - este último atuando também na guitarra e nos vocais.
Em setembro de 1999 a banda lançou mais um álbum, "The Ladder", que conta com a mesma formação do trabalho anterior. Saíram em turnê mundial – passando pelo Brasil. Em 2000, lançaram um novo disco: "House Of Yes", gravado ao vivo no 'The House Of Blues", no final de 1999. E em 2001 sai um grande disco,Magnification mostrando que a banda ainda é criativa depois de uma longa discografia e várias mudanças no seu line up! Um Disco magnífico com destaque para todas as músicas principalmente a lindíssima “In the presence of”, sem Rick Wakeman. Nos anos seguintes a banda segue em atividade e volta a lançar um novo álbum de estúdio em 2010 com o vocalista Banoit David e Oliver Wakeman.
Se você ainda não conhece essa grandiosa banda de Rock Progressivo, o Rock na Urêia apresenta o Yes com um clássico absoluto da banda, esperamos que tenham gostado da matéria, comentem!!! See you in front at Gates of Delirium!!!
Thales Dantas.




